O que são varizes pélvicas?
As varizes pélvicas, também conhecidas como Síndrome da Congestão Pélvica, são dilatações anormais das veias localizadas na região da pelve. As veias perdem a capacidade de levar o sangue de volta ao coração de forma eficiente, ficam dilatadas e provocam sintomas que afetam a qualidade de vida.
Existem dois tipos de varizes pélvicas, as primárias e as secundárias. As primárias possuem relação genética, ou seja, a pessoa tem uma predisposição hereditária para desenvolver a doença. A gestação e alterações hormonais podem servir de gatilho para isso.
Já as varizes pélvicas secundárias ocorrem devido à compressão externa de veias de drenagem da região pélvica, provocando uma obstrução, pressão e dilatação. Há duas causas de compressão: a Síndrome de Quebra-Nozes (Nutcracker) e Síndrome de Cockett ou May-Thurner.

A doença é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em homens. Neles, apresenta-se como varicocele, que é a dilatação das veias do saco escrotal e pode levar à infertilidade masculina.
Sintomas das varizes pélvicas
Os sintomas das varizes pélvicas podem variar entre os pacientes e o estágio da doença. Entre os sinais mais frequentes estão:
- Dor pélvica crônica, que pode piorar após permanecer muito tempo na mesma posição;
- Sensação de peso na barriga ou na região pélvica;
- Dor durante e após as relações sexuais;
- Aumento do fluxo menstrual;
- Varizes na região da vulva, vagina e na região glútea;
- Dor nos testículos, inchaço e aumento da temperatura na região do escroto;
- Incontinência urinária.
Os sintomas impactam o bem-estar físico e emocional dos pacientes. Por isso, procure um especialista em congestão pélvica para uma avaliação assim que identificar os sinais da doença.
Como é feito o diagnóstico de varizes pélvicas
O diagnóstico exige conhecimento técnico aprofundado, já que os sintomas podem se confundir com os de doenças ginecológicas, urológicas ou gastrointestinais.
O processo envolve exame clínico detalhado, com levantamento e análise dos sintomas. O cirurgião vascular pode realizar o ultrassom doppler pélvico, exame que permite identificar veias dilatadas na pelve e alterações no fluxo sanguíneo.
O médico também pode solicitar exames como angiotomografia, angioressonância magnética ou flebografia pélvica. Eles oferecem maior precisão diagnóstica e possibilitam planejar o tratamento de maneira mais eficaz.
Tratamento para varizes pélvicas: conheça as principais opções
O tratamento é indicado quando os sintomas comprometem a qualidade de vida da paciente. A medicina vascular conta com opções modernas e eficazes, como:
Tratamento clínico
Em casos leves, podem ser recomendados analgésicos para alívio da dor, medicamentos que diminuem a dilatação das veias e mudanças no estilo de vida, como praticar atividades físicas que favoreçam a circulação.
Embolização de varizes pélvicas
A embolização de varizes pélvicas é um procedimento minimamente invasivo considerado o melhor tratamento na maioria dos casos. É realizada por meio de cateterismo para fechar as varizes, utilizando medicações esclerosantes ou molas. O fluxo sanguíneo é redirecionado para as veias saudáveis.

Angioplastia
Cirurgia para varizes pélvicas indicada em casos de compressões venosas, como nas Síndromes de May-Thurner ou Nutcracker. O procedimento é minimamente invasivo e abre veias estreitas ou bloqueadas, restaurando o fluxo sanguíneo.

FAQ – Perguntas frequentes sobre varizes pélvicas
1. Varizes pélvicas têm cura?
Sim, o tratamento adequado pode controlar os sintomas e corrigir o problema venoso, proporcionando alívio significativo e qualidade de vida.
2. Qual a relação entre varizes pélvicas e gravidez?
A gravidez é um dos principais fatores de risco devido ao aumento da pressão venosa e às alterações hormonais. Em muitos casos, os sintomas melhoram após o parto, mas algumas mulheres podem precisar de acompanhamento especializado.
3. Varizes pélvicas causam dor nas pernas?
Elas podem provocar desconfortos que irradiam para as pernas, mas não são a principal causa de dor nos membros inferiores. Porém, estão associadas a varizes visíveis nas pernas e na região genital em alguns casos.
4. Existe risco em não tratar as varizes pélvicas?
O risco imediato é baixo, mas a paciente pode sofrer por anos com dor pélvica crônica, impacto na vida sexual e infertilidade em casos raros. O tratamento precoce é sempre o mais recomendado.
5. O diagnóstico só pode ser feito por ultrassom?
Não. Embora o diagnóstico por ultrassom de varizes pélvicas seja comum, em alguns casos são necessários exames mais avançados, como a flebografia pélvica ou a angioressonância magnética.
6. Embolização é perigosa?
Quando realizada por um cirurgião vascular experiente, é um procedimento seguro e com baixa taxa de complicações.
7. Varizes pélvicas incham a barriga?
Sim. A condição pode causar inchaço e sensação de peso na barriga, embora o sintoma mais comum seja a dor no baixo-ventre.
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