O que são cateter e fístula para hemodiálise?
A hemodiálise é um tratamento para insuficiência renal crônica que filtra o sangue de maneira artificial. Para realizá-la com segurança, é necessário ter um acesso para hemodiálise, que pode ser feito por meio de cateter para diálise ou de fístula arteriovenosa. Conheça detalhes sobre cada um:
Cateter
O cateter de hemodiálise, como o Permcath, é um dispositivo tubular flexível implantado, na maioria das vezes, em veias centrais do pescoço, especialmente a veia jugular interna. Sua principal indicação é permitir o início rápido da hemodiálise, sendo amplamente utilizado em situações de urgência ou quando não há acesso vascular definitivo disponível. Esses cateteres podem ser de curta ou longa permanência, conforme a necessidade clínica. Os cateteres de longa permanência, embora apresentem maior durabilidade, devem ser considerados soluções temporárias, utilizados preferencialmente até que seja possível o planejamento e a confecção de uma fístula arteriovenosa para hemodiálise, considerada o acesso vascular de escolha a longo prazo.

Fístula
A fístula para hemodiálise é o acesso mais seguro e duradouro. Ela é criada cirurgicamente para permitir a passagem do sangue em volume suficiente durante a diálise. Além disso, fortalece a veia para suportar a punção frequente das sessões.

Como são implantados no paciente?
A confecção da fístula arteriovenosa ocorre por meio de uma pequena cirurgia. O procedimento é planejado de forma individualizada, levando em consideração o estado das veias do paciente. A recuperação normalmente é rápida e a fístula pode durar muitos anos com os devidos cuidados.

Por sua vez, o cateter de hemodiálise é implantado por punção de uma veia central, geralmente no pescoço. O dispositivo pode ser de curta duração, usado em emergências, ou de longa permanência.

Benefícios do uso do cateter e da fístula para hemodiálise
- Mais conforto ao paciente e menor risco de infecções. Essas características são reforçadas no caso da fístula;
- Maior durabilidade, principalmente no caso da fístula, que pode funcionar por anos se receber os cuidados adequados. Os cateteres têm vida útil menor e podem durar semanas ou meses;
- Melhor fluxo sanguíneo, proporcionando diálises mais eficazes.

Cateter e fístula para hemodiálise: possíveis complicações
Existem riscos de complicações que devem ser monitorados, assim como em qualquer procedimento médico. Os mais comuns para o cateter e a fístula são:
Cateter
Incluem infecções (mais comuns pelo contato direto com o exterior), entupimento, deslocamento e risco de trombose. Também há a possibilidade de complicações durante a inserção, como o pneumotórax.
Fístula
As complicações podem incluir trombose, estenose (estreitamento da veia) e hematomas. Outras possibilidades são a falha na maturação, sangramento e inchaço.
A realização do procedimento por um cirurgião vascular e o acompanhamento com o profissional é muito importante. Assim, é possível minimizar os riscos de complicações e identificar precocemente qualquer alteração, intervindo rapidamente.
Remoção de cateter e fístula: como funciona?
A remoção do cateter de hemodiálise é simples, feita em ambiente controlado, geralmente sem necessidade de internação (day hospital). Já a remoção da fístula é rara, ocorrendo apenas quando deixa de funcionar ou causa complicações importantes.
Na maioria das vezes, a fístula permanece funcionando por muitos anos, sendo necessário apenas o acompanhamento periódico com o cirurgião vascular e cuidados adequados.
FAQ – Perguntas frequentes sobre cateter e fístula para hemodiálise
1. Quanto tempo dura uma fístula?
Muitas fístulas funcionam de 4 a 6 anos com os devidos cuidados e acompanhamento por um cirurgião vascular.
2. Como cuidar da fístula?
Recomenda-se evitar traumas no braço onde foi feita a cirurgia, não carregar peso excessivo e não medir a pressão arterial nesse membro. O paciente deve observar sinais como inchaço ou calor no local, e procurar o médico se houver alterações.
3. Cirurgia de fístula dói? E a recuperação?
A cirurgia é feita com anestesia e a recuperação costuma ser rápida. Podem ocorrer pequenos desconfortos nos primeiros dias, mas eles desaparecem com o tempo.
4. Cateter de hemodiálise no pescoço é definitivo?
Não. Ele é indicado como solução temporária e tem duração de algumas semanas ou meses, conforme os cuidados adotados pelo paciente e manipulação do dispositivo.
5. O que é a transposição de veia para fístula?
É uma técnica em que a veia do paciente é reposicionada para facilitar a punção durante a diálise, garantindo um acesso mais eficaz e duradouro.
6. Fístula ou cateter para diálise?
A fístula é considerada o melhor acesso para hemodiálise. No entanto, há pacientes que não podem realizá-la, como os com insuficiência renal ou múltiplas tromboses venosas sem possibilidade de angioplastia. Nesses casos, indica-se a colocação do cateter.
7. Cateter de hemodiálise é perigoso?
Não. O cateter não apresenta riscos significativos quando se toma os cuidados necessários. O perigo está no uso prolongado e na falta de cuidados, como não limpar o dispositivo e não realizar o procedimento com medicação anticoagulante.
8. Fístula dói durante as sessões de hemodiálise?
Geralmente não, mas cada pessoa pode ter uma sensibilidade diferente à dor. Portanto, sentir dor ou não pode variar entre os pacientes.
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